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Notícias - Empreendedor
Escrito por Jornal do Commercio - PE   
Seg, 13 de Julho de 2009 07:17

“Pela perspectiva atual áreas como computação e engenharia de produção são segmentos que terão muita demanda nos próximos anos”, avalia Farias
Da Redação

A pesquisa da Fundação de Instituto de Administração (FIA) não isolou os cenários por estado. Mas para quem está de olho no mercado profissional de Pernambuco, como o diretor da Faculdade Nova Roma, Leonardo Farias, o direcionamento econômico local com os grandes projetos estruturadores marcarão o mercado profissional nos próximos anos. “Pela perspectiva atual áreas como computação e engenharia de produção são segmentos que terão muita demanda nos próximos anos”, avalia Farias.

A gerente de Capital Humano do Cesar, Ana Maria Souza, afirma que o caminho da tecnologia não é importante apenas no Recife, com iniciativas como a do Porto Digital, como para todo o País. “É uma área incentivada. O governo tem lei de incentivo para as grandes empresas aplicarem uma parte de seu imposto de renda no desenvolvimento de programas”, lembra Ana Maria. “Além disso, há muitas tendências neste mercado, como a busca por equipamentos mais fáceis de serem usados (chamada de usabilidade), novas aplicações de sistema web, sofisticação de softwares, programas para os mais diversos níveis da economia, do agronegócio à medicina”, ratifica a professora.

No caso da engenharia de produção, uma carreira nova, onde até mesmo os alunos não sabem exatamente o que esperar do mercado, o que há é a certeza de que a economia caminha nesse sentido. “É uma área que mexe com estatística, pesquisa operacional e vários outros aspectos. É um mercado de trabalho promissor, apesar de não saber exatamente como ele está”, afirma o estudante do terceiro período de engenharia de produção da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Bruno Furtado, de 20 anos.

Ele diz que, por ser uma disciplina nova, há pouca informação circulando. “Entrei no curso unificado de engenharia e numa palestra conheci a minha área. É um mercado promissor, porque da área de serviço às indústrias, todas vão necessitar de um engenheiro de produção. Tenho um professor que é chefe de logística de uma indústria alimentícia. Sua função é otimizar processos e diminuir custos, utilizando modelos estatísticos e tomando decisões.”

Além das novas carreiras, Leonardo Farias, da Nova Roma, analisa que profissões da área de administração e direito sempre estarão em alta. “Todas as empresas, públicas ou privadas necessitam desses profissionais e, no caso do direito, há uma eterna demanda do setor público”, informa. Ciências contábeis e gestão financeira são carreiras que tendem a ficar cada vez mais em alta, pois com o fim da inflação todos os grupos econômicos tiveram de dar mais importância aos números.

No caso do estaleiro, da área petrolífera e gás, na avaliação de Farias, são áreas que terão importância no Estado, mas que são muito específicas. “Agora, haverá muito giro em torno dessas indústrias. Todas essas grandes vão precisar de fornecedores para atender suas demandas. Então, novas empresas surgirão e todas elas terão preocupações ambientais, que é um tema que as grandes hoje estão se debruçando e exigindo de seus fornecedores.”

Empreendedorismo

Nesse sentido, há uma expectativa geral de aumento da participação das atividades empreendedoras no mercado profissional, onde há uma projeção de aumento da Taxa de Atividade Empreendedora (TAE) no Brasil, que poderá chegar a 17% da população economicamente ativa – contra uma média de 12,8% observada entre 2001 e 2007. Para 54% dos professores pesquisados pela FIA, as relações de trabalho sofrerão alterações significativas, justificando o aumento da TAE. Haverá uma diminuição dos postos de trabalho formais, implicando que muitos profissionais terão que criar seu próprio emprego. Novas formas de venda das habilidades individuais surgirão e estarão cada vez mais direcionadas às formas autônomas.