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Gustavo Albuquerque, de apenas 17 anos, conquista clientela e dois prêmios nacionais com bolos personalizados
Da Redação
O trabalho começou com massas de modelar, dessas coloridas que se usa na escola. Hoje, Gustavo Henrique Aureliano de Albuquerque é, aos 17 anos, o profissional mais requisitado em Timbaúba, Zona da Mata, para criar bolos e doces temáticos e personalizados para aniversários, casamentos e formaturas. O que era brincadeira também rendeu ao jovem empreendedor, por duas vezes, o primeiro lugar num dos mais importantes concursos de confeitaria do País, o MS Thophy, em 2008 e 2009, na categoria júnior livre. O último evento aconteceu em abril e teve jurados de vários países.
“Eu tinha 13 anos quando minha mãe, que é doceira, me pediu ajuda na confecção de uns doces. Fazia por diversão, gostava de brincar com as cores e a textura da pasta americana. Não tinha compromisso”, lembra Gustavo. Uma ajuda aqui, outra acolá, e as guloseimas que preparava sua mãe, Irlei Aureliano de Macedo, 45, ganharam fama não apenas pelo sabor, mas pelas formas e precisão de cada desenho feito de Gustavo. “Ele criou uma modelagem que eu não tenho, mesmo com muita experiência e certificados de cursos”, diz Irlei.
Entre as produções, estão personagens de desenho animado, bolos de vários andares, castelos, jardins, todos coloridos e cheios de detalhes. A veia artística do garoto fez com que recebesse suas próprias encomendas, deixando de lado a função de assistente. “Minha mãe faz o bolo e eu os doces e a cobertura”. Atendendo aos pedidos de clientes de Timbaúba e cidades vizinhas, Gustavo produz cerca de três festas por semana.
Planos
Fã do trabalho de Gustavo, a empresária Lúcia Tavares solicita os serviços dele para todas as comemorações em família. “Depois que o conheci, ninguém mais faz bolos e doces para nós. Ele é talentoso e cuidadoso com tudo. Todo que cria faz sucesso”, elogia.
Tanta aprovação da clientela tem garantido ao artesão de doces uma renda mensal de R$ 800 a R$ 1,5 mil, lucro que só não é maior porque ele se divide entre a confeitaria e a escola. “Guardo o dinheiro numa poupança. Vou usar tudo para fazer faculdade”. Ano que vem, pretende estudar artes plásticas. “Vou morar no Recife e quero montar lá uma pequena empresa. Vou usar meu dinheiro e fazer financiamento”, planeja Gustavo, que até hoje só fez um curso de capacitação.
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