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Neste contexto, destaca-se a expansão das oportunidades formais na agropecuária, cujo desempenhou chegou a 150%, saindo de 9.633 para 24.076, entre 1999 e 2007
Da Redação
Com exceção dos serviços industriais de utilidade pública (manutenção elétrica, fornecimento de gás, entre outros), todos as demais atividades econômica exercidas no Ceará apresentaram crescimento nos estoques de emprego com carteira assinada. Neste contexto, destaca-se a expansão das oportunidades formais na agropecuária, cujo desempenhou chegou a 150%, saindo de 9.633 para 24.076, entre 1999 e 2007.
´O setor que apresenta fortes traços de informalidade deslanchou e multiplicou por três o número de pessoas com cobertura trabalhista. O exemplo clássico do estudo é a localidade de Quixeré, que fechou 2007 com 3.781 empregos formais, puxado pelo aumento nas exportações´, explica Erle Mesquita, coordenador de Estudos e Análises de Mercado do IDT.
No mesmo período, ocorreram oscilações com relação à participação das demais atividades, com a predominância da administração pública (32%), seguida dos serviços (27%), indústria de transformação (20%) e comércio (15%). Em 2007, a indústria cearense gerou 217.373 empregos formais; a construção civil, 38.020; o comércio, 155.512; e o setor de serviços criou 624.411 oportunidades no mercado de trabalho.
Perfil dos estabelecimentos
Com base na Rais, o anuário aponta que o número de estabelecimentos no Estado passou de 59.993, em 2006, para 62.916, em 2007, representando um acréscimo de 2.923 empresas (4,9%). O maior número de vínculos empregatícios ocorreu nos pequenos estabelecimentos (entre 20 e 99 empregos formais), com incremento de 7%; seguidos das grandes empresas (500 funcionários ou mais), 5,2%; dos micros (até 19 funcionários), 4,7%; e de médio porte (entre 100 e 499 trabalhadores), com 2,9% de elevação.
Dos 62,9 mil estabelecimentos localizados no Ceará, a maior parcela advém da atividade privada (87%) — dos mais tamanhos e atividades — com 55 mil empresas. A maior parcela atua no comércio (46,9%), seguida dos serviços 33,5%), indústria (13,5%), construção civil (4,6%) e agropecuária (1,5%). Em termos absolutos, cresceu o número de estabelecimento de todos os subsetores de atividade, especialmente no varejo.
A opinião do especialista Mapa do trabalho
Francisco de Assis Diniz Presidente do IDT
O Anuário do Mercado de Trabalho Local é inovador e traz pela primeira vez uma análise do emprego em todo o Ceará. Localiza as potencialidades das atividades nos 184 municípios, o que servirá de subsídio para as políticas públicas. É possível identificar o nível de qualificação dos trabalhadores, onde está concentrado o estoque de emprego e direcionar os gastos públicos e os investimentos. É possível traçar o perfil do emprego: é ocupado por trabalhadores com até 42 anos, com qualificação profissional mediana e nível de escolaridade médio. As mulheres vêm conquistando maior espaço nas oportunidades com carteira assinada, embora ainda ganhem menos que os homens. A média salarial do trabalhador formal cearense situa-se entre R$ 1.200 e R$ 1.250, entre a população masculina, e R$ 900, entre a feminina. Agora, a massa salarial, algo em torno de 68% da mão-de-obra, concentra-se em até dois salários mínimos.
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