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Goiás atrai profissionais em busca de sucesso Imprimir E-mail
Notícias - Microcrédito
Escrito por Diário da Manhã - GO   
Qua, 15 de Julho de 2009 06:47

Revista nacional destaca Goiânia e Anápolis no País. Construção civil, serviço público e setor industrial puxam contratações e transferências para o Estado
Da Redação

Construção civil, serviço público e indústria são os melhores setores para profissionais que querem trabalhar em Goiás. Os setores foram os que mais puxaram as contratações em 2009, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e da revista Você S.A. No ranking elaborado pela publicação, Goiânia e Anápolis figuram entre as 100 melhores cidades no País para trabalhar. Na Capital, 14 mil pessoas a mais conseguiram emprego com carteira assinada desde maio de 2008. No entanto, o ritmo no interior também cresce.

Cristalina, Goiatuba, Inhumas e Jataí também contratam, além do aumento de ofertas de emprego no Entorno de Brasília. O aumento nas contratações chega a 26%.

De maio de 2008 para cá, a construção civil foi o setor que mais empregou. Foram 6.165 postos a mais no Estado, crescimento de 11,94%. O serviço público é destaque, principalmente nas cidades do interior. Aparecida de Goiânia, Goiatuba e Luziânia são os municípios goianos que mais se destacaram para contratar pessoal para as administrações.

O paulistano Guido Santos Batista vive a realidade do crescimento da construção civil em Goiás. Ele saiu da maior cidade do País para assumir o posto de gerente comercial da construtora Goldfarb em Goiânia (18ª posição no ranking nacional) há um ano. Segundo ele, além da promoção, a mudança também lhe deu uma maior qualidade de vida. “As pessoas falam que aqui tem trânsito pesado. Não sabem o tanto que é bom. Uma semana em São Paulo e estariam loucas para voltar.”

Guido diz que já tinha visitado Goiânia a trabalho em 2000 e havia se apaixonado pela Capital. Tanto que a colocou numa “lista de cidades para morar”. “Quando meu chefe me fez a proposta, nem pensei. Aceitei na hora”, conta entusiasmado. O gerente já passou por Brasília, Porto Alegre e Recife, além de São Paulo, mas diz que é na Capital goiana que quer ficar. “Já até comprei meu apartamento. Não saio daqui. Principalmente depois de conhecer Pirenópolis, Caldas Novas, empadão e frango com pequi.”

Para conseguir acompanhar a “explosão” de ofertas de emprego e contratação em Goiás, a Secretaria Estadual do Trabalho acompanha a demanda de cada cidade e promove cursos de capacitação em parceria com os municípios e agências do Sistema Nacional de Empregos (Sine). “Temos também um grande crescimento na procura por pessoal no setor sucroalcooleiro e de confecções”, avisa a secretária estadual Flávia Morais. Ela diz ainda que o órgão trabalha com um projeto de microcrédito para quem quer abrir o próprio negócio.

O destaque do Centro-Oeste continua sendo Brasília (8ª posição), onde a geração de oportunidades é puxada pela indústria da construção civil. A previsão é que no ano que vem o mercado imobiliário se torne o segundo maior do Brasil – atrás de São Paulo.

DF promove crescimento econômico do Entorno

Um dos destaques nas contratações goianas, Luziânia foi apontada semana passada, pelo Correio Braziliense, como uma das cidades do Entorno que mais ofertam empregos. O município se descola do rótulo de cidade-dormitório de Brasília e passa a gerar vagas na construção civil e no agronegócio.

Segundo o coordenador do Sine no município, Boaz Albuquerque, houve um crescimento de 130% na oferta mensal de vagas, que bateu a casa dos 150.

“Batemos a meta estabelecida pelo Ministério do Trabalho”, comemora. No entanto, o perfil de profissionais procurados é um pouco diferente das grandes cidades. Lá, são melhores aproveitados trabalhadores com ensino médio ou curso técnico para cargos na indústria. Os salários variam entre R$ 480 e R$ 800.

Anápolis (88ª posição) segue a maré com o maior polo de fabricação de medicamentos genéricos do País no Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia). O núcleo conta com 34 empresas. Entre elas, os laboratórios Geolab, Neo Química, Champion, FBM, Greenfarma, Ducto, Eri Brasil e Teuto Brasileiro, que hoje buscam profissionais de contabilidade, finanças e governança corporativa. Os salários para executivos do setor chegam a R$ 15 mil.

“As empresas farmacêuticas, em profissionalização, buscam executivos com conhecimento de normas contábeis, abertura de capital, negociações com parceiros internacionais e visão de governança corporativa”, diz Douglas, da consultoria Pricewaterhouse Coopers.